Dicas do Freak! #2: Um clichêzinho não faz mal, não é?

em quarta-feira, 17 de maio de 2017 |

Primeiramente, eu gostaria de me desculpar pelo atraso do post — que deveria ter sido postado no sábado, dia 13 —, houve alguns incidentes pessoais e também uma viagem que eu tive que fazer nesse último final de semana, de qualquer forma, vamos começar logo com isso.

O assunto que eu vou abordar aqui serão as famosas “fanfics Starbucks”. Espera um minuto, você não sabe o que isso significa? São aquelas típicas histórias clichês que apresentam um enredo muito comum, e muitas vezes ridicularizado por outros escritores.

Nesse momento vocês devem estar pensando que eu estou postando esse texto com o intuito de dizer que vocês não devem seguir os velhos clichês que já estão levemente saturados, mas longe disso meus queridos, no texto a seguir eu darei dicas de como incrementar plots clássicos e como escrever um clichê sem que ele fique chato, tanto para os leitores quanto para vocês mesmo.

“Mas Cherry, eu não escrevo clichês!”

Sem problemas, continue lendo mesmo assim, saia da sua área de conforto, este é somente um texto de dicas para caso algum dia você precise delas. E quero ressaltar sempre, não quero ofender quem escreve fanfics com enredos como esse, eu estou aqui apenas para ajudar e também para fazer vocês rirem um pouco com as minhas piadas aleatórias sem graça.

1º - “S/N estava andando pela rua com seu coque frouxo, atrasada para o colégio, bebendo um Starbucks e comendo uma maçã verde enquanto tentava equilibrar seus livros até que esbarrou em *insira o nome de um ídolo teen*”

Aposto que você com certeza já leu, conhece ou já escreveu algo assim, ou no mínimo parecido com isso, já que é bastante comum achar cópias idênticas a desse trecho no Social Spirit e no Wattpad, então vamos para a nossa primeira dica: na hora de escrever esse tipo de clichê, tente ser no mínimo realista, ok? Ninguém sai por aí esbarrando com gente famosa e bonita todo dia para depois se apaixonar e ter um milhão de filhos.

2º - “Ele era o maior criminoso de *insira um país ou estado* e eu me apaixonei perdidamente.”

EU ME APAIXONEI PELA PESSOA ERRADA, NINGUÉM SABE O QUANTO EU ESTOU SOFRENDO. 
Certo, parei.
Antes de escrever alguma fanfic com tema criminal, sugiro que procure sobre como funciona o código penal de onde ela se passa, afinal, as leis do Brasil não são iguais as leis de países asiáticos como o Japão, certo? É sempre bom procurar se informar sobre como essas coisas funcionam para que nada fique deslocado ou sem nexo.

3º - “Eu era novo naquele lugar, era impossível que logo um dos populares pudesse se interessar em mim. Principalmente o mais hétero entre eles, julgando pelo jeito dele...”

Aposto que as fãs de yaoi deram um grito com esse trecho, afinal, é um dos plots mais comuns em fanfics desse gênero; o novato cai na sala dos famosinhos da escola e logo o líder do grupinho se apaixona perdidamente por ele, descobrindo-se gay/bi.
Gente, eu entendo que esse é um assunto delicado e tals, por isso agora eu vou falar com todo o cuidado para ninguém se ofender ou algo parecido, ninguém “vira” gay da noite pro dia, não é num piscar de olhos que qualquer garoto vai parar e pensar que agora quer se relacionar com homens, então tomem cuidado quando forem abordar esse assunto, pode acabar ofendendo alguém.

4º - “Olá, meu nome é S/N e eu sou uma brasileira intercambista, só não imaginava que na minha nova escola eu econtraria *insira o nome de um ídolo teen* e que, finalmente, me apaixonaria por alguém.”

Em fanfics como essa eu só posso dizer a mesma coisa que eu falei sobre fanfics criminais, aprenda sobre o lugar, pesquise, procure por lugares, nomes de colégios reais que aceitam intercâmbios do país originário da personagem principal e entre outras coisas, afinal, informação nunca é demais.



Existem milhões de outros exemplos de clichês, como por exemplo, “a irmã do meu melhor amigo” ou aquelas histórias onde a protagonista perdeu os pais em um acidente de carro e é meio retraida e depressiva, sempre subestimando a si mesma.
São temas comuns? São.
Estão saturados demais para continuar sendo usados? Longe disso.
Em fanfics com enredo simples como os citados acima, é comum que o leitor não fique muito preso na história, por isso, é sempre bom tentar colocar algumas reviravoltas no meio ou desenvolver os personagens de forma que o leitor se sinta ligado a ele de alguma forma, identificando-se.

Como assim, Cherryzinha?

Sabe quando você lê aquelas histórias onde você continua lendo só pra saber o que vai acontecer com certo personagem? Como ele vai reagir diante de alguma dificuldade ou desentendimento? Ou por que você simplesmente achou ele bastante carismático e parecido com você? Então, é isso. Já aconteceu comigo de, muitas vezes, eu odiar o enredo de alguma história que eu estava lendo mas continuar até o final simplesmente por algum personagem em específico ou, em alguns casos, mais de um personagem.

Ok, Cherry, entendemos que você acha muito útil fazer muitas pesquisas sobre lugares e coisas, mas não dá muito trabalho?

Então, meus amores, dá sim, mas todo trabalho duro trás uma recompensa, não é mesmo? Então não desistam se começar a parecer meio cansativo.



Por fim, eu gostaria de ressaltar que se, em algum momento alguém se sentiu ofendido com alguma coisa (eu acho meio difícil, mas você vê cada coisa nesse mundo) saiba que eu não tive a intenção. Bom, o meu primeiro post do Dicas do Freak termina aqui, eu aceito, tá bem fraquinho perto do texto da YinLua, mas prometo que o próxima será mil vezes melhor, se tiverem qualquer pergunta ou crítica construtiva para o post ou até mesmo sugestões para outros textos que eu possa escrever para ajudar vocês, deixem nos comentários ou na c-box do blog, assim todos podemos interagir um pouquinho mais.

Boa noite e beijos da Cherryzinha! 🍒



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